Guia para carreira no desenvolvimento web – o início da história

História da internet e de como começou o mundo do desenvolvimento web.
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Muitas pessoas que se ingressam na carreira do desenvolvimento web ficam perdidos com tantas novas tecnologias e possibilidades. Mas antes de tentar entender o mundo de agora, uma das melhores maneiras de entender as tecnologias de hoje é entender como chegamos até elas.

Por isto, este post será focado em dar uma idéia cronológica de como a web foi formada, bem como o desenvolvimento e ascensão de diversas tecnologias. Observar a história também nos dá uma visão e entendimento como algumas dessas tecnologias ficaram para trás e podemos ver como outras hoje estão em alta. Com a história do desenvolvimento até chegarmos aos dias atuais, muitas destas ferramentas se adaptaram, e outras evoluíram em diferentes contextos.

Não vou focar aqui em datas, mas sim na ordem cronológicas dos acontecimentos.

Momento 1 – Uso dos computadores nas redes domésticas, de faculdades e redes corporativas

O início da rede de computadores possibilitou o uso de redes internas onde os computadores podiam se comunicar, e saímos da idéia dos computadores que se comunicavam por dispositivos como disquetes e CD’s
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Entendendo o que é a World Wide Web (www)

Para entender de desenvolvimento web, bem como começar uma carreira e realizar vários cursos na Udemy, temos que saber de onde surgiu a ferramenta principal de trabalho, onde todos os seus projetos vão estar disponíveis para o mundo: a World Wide Web.

Para entender também como a internet funciona e como páginas, aplicativos e serviços são disponibilizadas online, você precisa entender o que tínhamos antes da internet.

Antes da internet, os computadores estavam offline, ou seja, qualquer software era instalado através de dispositivos externos, como disquetes. Naquela época ainda não tínhamos também cartões SD’s e CD’s, bem como entradas USB. Sendo assim, tínhamos sistemas operacionais inteiros armazenados em disquete, como aconteceu com o Windows 3.11.

Depois os computadores passaram a funcionar em rede. Com isto, vários computadores poderiam comunicar entre si através de cabos, mas isto era ainda muito limitado fisicamente. De qualquer forma, isto havia possibilitando salas com computadores que poderiam trocar arquivos através deste cabo por uma rede interna.

A internet começou quando redes internas de espaços maiores passaram a comunicarem entre si, começando com uma faculdade nos EUA, em que era possível transferir dados através da rede telefônica como uma ligação. Os computadores passaram literalmente a ligar um para o outro, e uma vez estabelecida a conexão, eles poderiam trocar dados através da famosa rede TCP / IP.

Com isto surgiu a idéia de um domínio, que nada mais é que um nome para um endereço de rede como 192.168.4.5, e a partir disto name servers para darmos nomes aos ip’s. Isto possibilitou a expansão da rede interna quando utilizadas com estas tecnologias e protocolos.

Isto é apenas uma introdução sobre o meio de transferência de dados, um resumo objetivo, e uma base para entender o que permitiu a internet se transformar neste mundo conectado. Depois que entendemos as redes internas de uma forma geral, podemos falar do software mais utilizado para este fim: o Browser.

Browsers e as páginas web

Desde o início dos sistemas operacionais, os computadores precisavam de um software em especial que estava disponível na maioria dos sistemas. O Browser, também conhecido como navegador. Ele não precisa ser necessariamente conectado na internet para fazer o que tem de melhor. Na verdade, ele já era usado nas redes internas, mas naquela época, serviam para visualizar páginas dentro dessas redes.

Começamos a era dos browsers com Lynx, que é um browser no shell, na famosa “tela preta”. Depois o Netscape Navigator, e então os computadores Windows passaram a ter o Internet Explorer.

O que o browser tem de tão especial?

O browser é capaz de ler arquivos HTML (Hypertext markup language), uma linguagem de marcação utilizada para disponibilizar documentos na rede, e que tem o poder “mágico” de criar links entre eles.

Na verdade o HTML não é uma linguagem inventada e nem a primeira linguagem de marcação. Ela segue as especificações do XML (extensible markup language). O HTML é um subconjunto do XML, que possui variações para diversos fins. Um exemplo de XML são os próprios documentos do word em seu código original. O documento que você escreve no Word possui um código fonte em uma especificação XML.

O HTML e XML tem um formato peculiar, mas você não vê ele desse jeito na tela por que o interpretador (como o browser) leu a marcação e gerou os elementos, como um link.

<!DOCTYPE html>
<html>
<body>

<h1>My First Heading</h1>

<p>My first paragraph.</p>

</body>
</html>

Com o HTML temos os links e temos documentos que podem ser navegados. Os links apontam para outros arquivos.

<!DOCTYPE html>
<html>
<body>

<h1>My First page with link</h1>

<a href="other-page.html">I'm a link and I will got o another page</a>

</body>
</html>

Sendo assim, o link, um dos elementos principais do HTML, pode navegar entre documentos e outras páginas HTML e permite que você acesse diferentes páginas sem estado (Statleless).

As páginas são chamadas de sem estado pois elas navegam em documentos estáticos, e não existe envio de dados, a não ser em formulários que enviamos entre páginas, o tal dos cookies e sessões.  Somente novas páginas são carregadas a cada requisição feita no servidor ou na rede interna, e com outras tecnologias essas requisições armazenam informações, mas o protocolo http é por natureza sem estado.

Requisições no servidor

As páginas HTML, com os seus links, quando clicados, podem fazer requisição no servidor. Quando as páginas não estão na rede interna, mas sim conectadas na internet através de um provedor, ela faz download localmente de novas páginas. Todas páginas web quando abertas no browser, abrem páginas que primeiramente foram carregadas no seu computador. E dependendo de como o servidor é configurado, ela não precisa ir na internet novamente para reabri-la, e isto pode ser feito quando de fato uma nova versão da página está disponível remotamente. Isto pode ser controlado nos cabeçalhos das requisições http.

Onde ficam as páginas na web?

Quando dizemos requisições no servidor, estamos entrando em contato com um computador remoto na rede que possui geralmente um Name server, capaz de ser localizado e acessado publicamente. Para ter este acesso, você ligava para um serviço que conectava a essa rede mundial de computadores, para que você pudesse ter acesso a qualquer página na web publicada.

Este é caminho realizado por um usuário que está em seu computador com um browser. Considerando a visão de quem gerava estas páginas HTML, teríamos que ter um computador conectado a internet sempre disponível para servir estas páginas. Ao invés disso, contratamos serviços de hospedagem, que oferecem um servidor para que você tenha acesso a uma pasta em um servidor compartilhado, ou um computador na rede disponível para você de verdade ou máquinas virtuais (servidor dedicado).

Assim, até então, quando contratássemos este serviço, e através do protocolo ftp (file transfer protocol), poderíamos na rede enviar arquivos para este servidor, que era capaz de receber estes arquivos para serem acessados em um endereço ip aberto na rede, que poderia ganhar um Nameservers quando contratamos um domínio para chamar de seu: meusite.com. Você só vai entender o que é Git, Github e sua importância se tiver pelo menos idéia da existência do protocolo inicial. Vou falar mais de Git nos próximos posts dessa série.

Sendo assim, você basicamente obtém acesso por ftp em uma pasta como public_html disponibilizada pelo serviço de hospedagem, e se você enviasse um arquivo html entitulado index.html para dentro desta pasta, quando o servidor fosse acessado na internet com seunome.com, esta página seria interpretada pelo Browser e exibir o conteúdo deste arquivo interpretado, pois o servidor é capaz de entender e interpretar este tipo de arquivo. Além disso, esses arquivos podem também ligar páginas com um link para introducao.html, por exemplo, e assim ser possível navegar entre páginas, assim como também criar links para páginas externas, que possui seu name server: outrosite.com. Gostaria de modificar a página, editá-la? Basta modificar localmente e substituir o arquivo que você tem, e substituir por uma versão atualizada na rede da internet quando ela fosse enviada novamente via FTP.

Próximos passos

Agora com esses conhecimentos, acho que devemos absorver estas informações de conceitos para o próximo passo: As páginas web com Javascript, CSS e as linguagens de servidor e banco de dados. Posteriormente, podemos falar de desenvolvimento mobile e IoT. Vamos falar também de outra tecnologia que permitiu escalar sistemas complexos e permitiu o trabalho em equipe e formas de colaboração como nunca se viu, e ainda a grande revolução do open source.

Este é o início de uma série de posts que contam a história da web como contexto para entender o mundo do desenvolvimento web.

Sem entender a história, fica difícil entender o que você está fazendo aqui curioso sobre isso.

Precisamos entender a história em uma ordem cronólogica para conseguir entender como chegamos na tecnologia pela qual conhecemos hoje
Photo by William Iven

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